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SAÚDE EM MOÇAMBIQUE: Transplante de órgãos humanos

SAÚDE MOÇAMBICANA |  NA esteira da auscultação em torno da proposta de lei sobre o transplante de órgãos humanos em Moçambique, a Reportagem do Notícias entrevistou algumas individualidades sobre a pertinência ou não da intreeodução desta técnica.



Abdul Carimo, director da Unidade Técnica da Reforma Legal considera a iniciativa do Ministério da Saúde como uma acção de defesa da vida sendo, à partida, importante a sua implementação.

“ Todos os instrumentos são válidos quando o assunto é salvar vidas humanas”, defende.
Para ele, recorrer à pessoas cujos órgãos não fazem muita falta e havendo necessidade de evitar a morte de outrem, é um gesto humanitário, desde que tenha havido vontade expressa do doador.

Reconheceu a existência de aspectos inquietantes, do fórum social, cultural e antropológico que podem ser sanados com a educação, sensibilização e mobilização da sociedade.
Sob ponto de vista de moralidade, fala do risco de a acção ser vista como uma oportunidade de negócio, contrariando-se deste modo, o seu propósito. “Na Índia por exemplo, há pessoas miseráveis que não tendo dinheiro para sobrevivência preferem vender parte dos seus órgãos, o que é mau. Mas havendo uma legislação estes aspectos podem ser acautelados e evitados na nossa realidade”, disse.

Ainda a título de exemplo falou de casos de indivíduos que por dinheiro fazem negócio com alguém que necessite de transplante e com ele vão ao hospital, fazendo-se passar por simples doadores, quando, na verdade houve uma prévia cobrança.

“Por ser um gesto importante, eu doaria alguns órgãos para transplante se se provar que eles não terão mais utilidade em mim, havendo quem efectivamente necessite deles para prolongar a sua vida”, exemplifica.
Sobre o nível de preparação da sociedade moçambicana quanto à matéria, Carimo disse que às vezes é preciso fazer uma ruptura e ao mesmo tempo mobilizar, quando o assunto é salvar vidas.


Se aceitamos uma prótese por quê não um transplante?



“… Nós temos um Deus que nos criou, que é o Deus da vida e deseja a vida a todas as pessoas, quem somos nós para negarmos a vida a outrem”. Foi com estas palavras que a reverenda Felicidade Chirinda, da Igreja Presbiteriana de Moçambiqueh, se posiciona favoravelmente ao transplante de órgãos humanos, em defesa da vida.

Defende que se os médicos estão a falar de problemas nas pessoas e que só eles têm vocação de cuidá-las para prolongar a vida que Deus lhes deu, não vê nenhum problema que o país embarque no transplante de órgãos humanos.

“Na sociedade temos convicções de vária ordem. Na minha opinião, não vejo diferença nenhuma entre colocar uma prótese num membro inferior ou superior para ajudar a pessoa a ter uma melhor qualidade de vida e fazer transplante de um órgão que alguém oferece ou de quem está a perder a vida mas que possa salvar a vida de uma outra pessoa. Nós temos um Deus que nos quer vivos e se alguém nos pode salvar a vida quem somos nós para dizer um não”, questiona.

Sobre aproveitamento que possa surgir, Felicidade Chirinda recorre a coexistência infeliz do bem e do mal. É no lado mau da humanidade que as pessoas fazem aproveitamento, o que “nós devemos fazer é escolher o lado bom e não apostar em coisas hediondas. Infelizmente no mundo em que vivemos o bem e o mal estão sempre presentes. Uma pergunta que coloco é: ao dizer não ao transplante estaríamos a fazer o bem?”, disse.


A religião não deve interferir



Para Dom Dinis Sengulane, bispo emérito da Diocese dos Libombos, o transplante em Moçambique é oportuno, pois é um método de cura que ajuda os enfermos.


Sengulane recua no tempo e fala da primeira cirurgia para o transplante de coração que aconteceu em 1967. Foi uma cirurgia bastante badalada e de lá para cá passa muito tempo e a ciência evoluiu bastante.
A adesão de Moçambique, adianta, não seria surpreendente, sobretudo numa altura em que há doenças cuja cura é determinada pelo transplante. Contudo, adverte que caso o método seja implementado a igreja não devia interferir na perspectiva de desencorajar e muito menos de persuadir os seus crentes a doarem mais que os das outras religiões.

Alerta que há necessidade de “nos prevenirmos” de certas práticas aliadas ao oportunismo como por exemplo, a venda arbitrária de órgãos humanos por desespero ou ainda aos raptos e mortes de indivíduos que nalguns quadrantes do mundo são reportados, em nome do transplante.

“Sou de opinião que o acto de doar um órgão humano para salvar outrem nunca devia envolver compensação de carácter material ou mesmo monetário para não se fomentar arbitrariedades. Isso deve estar muito longe de nós”, adverte.
Um outro aspecto apontado por Sengulane tem a ver com a santidade da vida humana que só pode ser tirada por Deus quem a criou e ninguém deve sacrificar o outro, em nome da extracção.

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